Sunday, May 29, 2016

Walter Forsters (actor) - Urbano Reis (radio producer)

revista Radiolar #4 - June 1950 - Walter Forster radio & TV actor. 

Walter Forster, o índio loiro da Taba (Radio e TV Tupi)

Walter Gerhard Forster nasceu em 23 Março 1917, em Campinas-SP, filho de Ida e Jacob Forster. Irmãos: Ilse Forster Holtmann, Alice Forster Hilkner, Eduardo Forster, Ludwig Forster e Reinaldo Forster, pela ordem cronológica. 

Quando era menino tinha apelido de Cartola – não sabe porque.  Sentiu grande orgulho quando soube que era tio da linda Daisy, a primeira sobrinha. Tinha então, 12 anos em 1929. A pior lembrança que tem desse tempo é quando fumou o primeiro cigarro e sentiu horrível disposição e ainda por cima apanhou em casa. Lembra-se que foram os únicos ‘tabefes’ paternos que recebeu na vida. Hoje (junho 1950) fuma Continental e Philip Morris, isso fora o cachimbo... e se sente bem.

Gostava de brincar de ‘troça’ na rua com os companheiros. Sempre foi o ‘guidão’. Guiava caminhão aos 12 anos.

Estudou na antiga Escola Alemã de Campinas e no Ginásio Estadual de Campinas. Botou calças compridas aos 13 anos... e por sinal que eram as calças do irmão mais velho. Era um ‘pirolão’ nessa idade. Seus pais achavam que ele teria futuro na Odontologia. Hoje em dia ele reconhece que não teria paciência para viver essa profissão.

revista Radiolar #4 - June 1950 - Urbano Reis & family. 

Urbano Reis (radio producer)
Jovem e aplaudido produtor da Radio São Paulo

- Qual seu nome verdadeiro?

Braz Espósito. Sou xará de Braz Cubas, o fundador da cidade de Santos, sem o Cubas, é claro. 

Minha mãe chama-se Lucia. Tenho uma irmã de 23 anos e um irmão, Rubens, com 17. Todos me chamam por Braz. Os outros todos, inclusive minha esposa e meu filho (ele não me chama de ‘pai’) tratam me de Urbano. Aliás, é bom dizer aqui, entre parênteses, que eu sinto-me mais Urbano que Braz, embora o Braz, aqui em São Paulo fique dentro do perímetro Urbano.

- Qual é a sua melhor recordação da infância?


- Eu sou como o dom Fulgêncio. Não tive infância e por isso faço agora tudo que devia ter feito quando era pequeno. Por isso meu filho Walter Ivan não me chama de pai e sim de Urbano. Ele tem 2 anos, eu tenho 28 (nasci em 1922).

Radiolar #31 - October 1952.

Newton Sá - popular leading radio actor aka galã

Deixemos que o próprio Newton fale sobre sua vida: Meu pai era farmacêutico... à força de tanto lidar com receitas e drogas, acaba sendo um pouco médico... e sonhava para mim uma carreira de médico. Mas eu, que gostava tanto de brincar na fazenda de meu tio em Avaré-SP acabei querendo ser boiadeiro a toda força.

Nasci na cidade de Maracay-SP, em 13 Outubro 1923. Hoje tenho 29 anos e moro no Alto da Lapa com minha esposa Neusa Terezinha Araújo e nosso filhinho Jorge Newton.

- É verdade que você ingressou no radio como cantor?

- Sim. Desde criança tive queda para o canto. Com 6 anos, sob a direção de meu saudoso pai, cheguei a cantar em muitas cidades do interior do Paraná e São Paulo. E ainda me lembro de algumas canções desse tempo. E tomando o violão Newton interpretou algumas canções antigas.

Meu pai se chamava Jorge e minha mãe Yolanda Rosa Righi. A pior emoção de minha vida foi quando morreu Papai. Lembro-me ainda da sala cheia de gente, o caixão e papai. Quando me ergueram do chão para que eu o beijasse pela ultima vez, eu sorri para os presentes como se estivesse num palco agradecendo aplausos. Nunca me esquecerei desse beijo, que só depois de grande compreendi. Eu tinha então, 7 anos de idade.

Vesti calças compridas pela 1ª vez quando tinha 13 anos, e como me senti importante. Aos 12 anos eu já fumava, apesar da proibição dos adultos. Minha 1ª namorada se chamava Elizabeth. Sempre fui leitor assíduo da Tico Tico. Hoje os tempos mudaram e a gurizada quer mais ação e dinamismo. Eu acompanho esse ritmo e encarno um personagem tão do gosto da época, Capitão Atlas.

- Conte-nos como ingressou no radio, Newton.

- Foi com o cantor. Cantei no radio fazendo parte do conjunto da Radio Gazeta. Não tive sorte, não fui compreendido. Achavam que a minha voz era muito parecida com a do Orlando Silva. Isso me prejudicou. Um dia resolvi tentar a Radio São Paulo. Lá tinha um grande amigo, o Waldyr de Oliveira. Submeti-me a teste com o Augusto Bonani e fui bem sucedido. Meu 1º papel surgiu na novela ‘Vida’, de Thalma de Oliveira, positivando-se depois com o papel de galã da novela ‘O lodo e as estrelas’ escrita por Cyro Bassini.

- É verdade que o gênero radio-teatro está cansando?

- Não. A novela foi, é e será sempre a viga mestra do radio. É atacada porque é grande. E tudo que é grande provoca inveja.

- Qual é o seu passa-tempo predileto?

- Cantar, cantar, cantar. Quando não estou no radio, onde trabalho 7 horas por dia, estou em casa cantando. Também gosto de andar de bicicletas.

Maria Tereza Luizzeto Alves de Lima who moved to Pinheiros and Vila Madalena in 1948 wrote on 31st March 2011 at São Paulo minha cidade:

Minha madrinha morava na Rua Fidalga, na Vila Madalena. A Vila era maravilhosa, começando pelas placas das ruas, que eram de cor vermelha invés das costumeiras azuis.

Um dia, minha irmã Zizinha, descobriu que um galã de novelas morava na rua Luiz Anhaia, uma rua de um quarteirão apenas, começando na rua Aspicuelta e terminando na rua Wizard. Chamava-se Odayr Marzano, um jovem de aproximadamente 20 anos, loiríssimo de grandes olhos azuis, estatura média, bonito como ele só.

O Odayr atuava na Radio São Paulo, uma emissora do grupo de Paulo Machado de Carvalho que tinha seus estúdios na Alameda Barros e era dedicada a radio-novelas. Ela tinha uma audiência enorme!

Arthur Miranda wrote at the same site, São Paulo minha cidade: Conheci muito o pessoal da Radio São Paulo dessa época. Tive 3 sobrinhos que trabalharam nessa famosa radio: Newton Sá, galã casado com  minha sobrinha Neusa Araujo; e o Carlos Araujo, ator central, casado com a atriz Odete Lins... e muitos amigos como Antonio Aragão, Fred Jorge (o Jaburu), Mario Dias, Gilmara Sanches, casada com Ezio Ramos, Arlete Montenegro, Enio Rocha com também o Odayr Marzano, que também fez televisão mais tarde.

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