Saturday, July 26, 2014

JUVENCIO, o Justiceiro do Sertao

Juvêncio, o Justiceiro do Sertão (Juvencio, Hinterland's Paladin) was a half-hour radio show on Radio Piratininga in São Paulo that went to air at 6:30 PM just before the Federal Government's official 'Hora do Brasil'.

It was a high-rating show that started in the late 1950s and kept its popularity up to the mid-1960s when the mass selling of TV sets went up and the poorer section of the population had the choice of watching images instead of only listening to actions.

Juvêncio was a hero not too different from those in the American Old West. Juvêncio wore a mask to disguise his real identity, rode a faithful horse called Corisco and had a best friend in a boy called Juquinha who always helped him in his fight against out-laws and desperados.

Juvêncio had an accent... a Brazilian hillbilly accent and he mangled the Portuguese grammar all the time. 'Vancê' instead of 'você' (you) was common currency. The show would open with a ballad that said:

"Goodbye my love, I am bound for the Hinterlands / If I never return I leave my heart with you / I am a Palladin and I fear no one / I face all kinds of dangers / I only fear my baby".

Here are the original words:

Adeus morena, eu já vou indo p'ro sertão
se não voltar, deixo contigo o coração

Sou justiceiro, não tenho medo de ninguém
enfrento tudo sozinho, só tenho medo do meu bem.


Adalberto Amaral

Os bastidiores de Juvêncio, o Justiceiro do Sertão


Adalberto Amaral, o menino Juquinha, companheiro de 'Juvêncio, o Justiceiro do Sertão', da Radio Piratininga entre 1959 e 1965, ainda trabalha em radio, em Descalvado-SP. Na Radio 8 de Setembro ocorreu o encontro entre ele e o escritor Marciano Vasques em 21 de Março de 2006.

MV: Conte-nos sobre aquela época.

AA: Estávamos nos anos 1960s. O mundo fervilhava em mudanças radicais de comportamento. No Brasil estávamos em 1961, e os jornais teciam noticias de uma guinada p'ro comunismo através de simpatias do presidente Jânio Quadros, ao oferecer a mais alta comenda do Brasil - a medalha Cruzeiro do Sul - à Ernesto Che Guevara, ministro de estado de Cuba. O vice-presidente João Goulart fazia uma viagem de aproximação cultural à China de Mao Tse Tung. Tanto o conservador 'Diário da Noite', de Assis Chateaubriand como o liberal 'Ultima Hora' de Samuel Wainer só falavam no assunto. Os cafés do centro de São Paulo, perto da Panair do Brasil, estavam sempre repletos de gente ávida por notícias. Jânio renunciou, o vice-presidente estando no exterior, foi barrado pelos militares de assumir o cargo. Três anos depois, em Março de 1964, a situação continuava tensa, com a TFP - Tradição, Família e Propriedade preparando uma passeata monstro que ficou conhecida como 'Marcha da Família com Deus pela Propriedade' denunciando o governo de Jango de comunista. A TV ainda engatinhava e o Radio ainda era o grande sucesso. A Radio Piratininga, na Rua 24 de Maio, comandava programas ao vivo, que eram retransmitidos por repetidoras e alcançavam quase todo Brasil.

MV: Fale um pouco da programação da Radio Piratininga.

AA:  Às 18 horas iniciava-se 'Terra Sempre Terra', programa sertanejo apresentado ao vivo. Nele cantaram os caipiras que mais tarde viriam a ser conhecidos internacionalmente. Duplas como Alvarenga & Ranchinho, Tonico & Tinoco, Cascatinha & Inhana, Pedro Bento & Zé da Estrada, Palmeira & Biá encantavam com suas vozes os entardeceres e inundavam de beleza o interior do Brasil através das ondas da Piratininga. Meia hora após entrava no ar, em forma de seriado 'Juvêncio, o Justiceiro do Sertão'.

MV:  Como era feito o Juvêncio?

AA:  A trama era composta basicamente por 8 radio-atores que formavam o 'cast', 2 contra-regras e o operador-de-som, Machado Filho, carinhosamente chamado de 'equalizador de som'. O produtor era o Reinaldo Santos, autor da música 'Casinha pequenina', que foi transformada em filme colorido por Mazzaroppi. Era ele quem escrevia os episódios, e a letra da música de abertura, que era assim: Adeus morena, eu já vou indo p'ro sertão / se não voltar, deixo contigo o coração / Sou justiceiro, não tenho medo de ninguém / enfrento tudo sozinho, só tenho medo do meu bem.  Após a abertura, começava o seriado com um vozerio feito pelos atores ao mesmo tempo.  

MV: Pode nos relatar como eram as cenas?

AA: Uma das cenas mais comuns era de vários bandoleiros comandados pelo bandido Cicatriz (vivido por Geraldo Jacote), que esperavam no mato, para emboscar um viajante que tinha sido chamado pelo padre da cidadezinha para conter uma onda criminosa dos assaltantes. Longe do microfone, o contra-regra amassava entre as mãos um pedaço de papel celofane que soava como passos no meio do mato. Irritado com o barulho feito pelos passos dos comparsas, Cicatriz diz: - Silêncio, cabras! Vamo pegá o forasteiro.

Ainda longe do microfone, o contra-regra bate com duas bandas de coco dentro de uma bacia de água - que dá o som de um cavalo andando pelo leito do rio. Para passar a cena ao ouvinte, o ator Vicente Lia, que fazia o papel de Juvêncio diz: - Oaa Corisco! Devagar. Vamo pelo rio que é p'ra não deixar pist p'ros bandoleiros. (Um acorde grave e curto e o sonoplasta colocava o relincho de um cavalo). 

Juvêncio: - Que foi, Corisco? (novo relincho do cavalo e o contra-regra desta vez faz movimentos repetidos e rápidos dentro da bacia de água). A voz de Cicatriz soa bem longe do microfone: - Agora, cabras! Atirem!

O sonoplasta colocava o som de vários tiros com o barulho de ricocheteio de balas. O som de relincho do cavalo dando a impressão de que o animal estava a cair na água. Entra a trilha-sonora e o locutor diz com a voz forte: - O que acontecerá? Ouçam amanhã neste mesmo horário... 'Juvêncio, o Justiceiro do Sertão'. 

Essa sequencia durava meia hora e sempre ficava no ar uma situação de perigo que seria resolvida no capítulo seguinte. Com essa técnica, prendia-se o ouvinte e o obrigava a acompanhar o desfecho da cena no dia seguinte. 

MV: Fale um pouco mais dos recursos disponíveis. 

AA:  Naquela época não se tinham os recursos de som de hoje. Havia um disco de vinil, importado dos Estados Unidos, que reproduzia alguns sons utilizados na novela: grilos, barulhos-de-tiro, relincho-de-cavalo, mas, a maioria dos sons era produzida no estúdio mesmo! Barulho de passos no mato eram conseguidos amassando-se papel celofane, também utilizado para reproduzir o som de uma fogueira. O som de trovão era produzido por meio de uma folha de zinco agitada violentamente. O som de tropel de vários cavalos era feito com as mãos batendo em compasso nas pernas. 

Porta da palhoça rangendo, enrolava-se uma folha de papel em lápis sextavado e girava ele bem apertado. Cavalo andando na água, se fazia batendo as palmas das mãos numa bacia d'água. O contra-regra detestava essa parte pois sempre saía molhado do estúdio. 

A gente recebia muitas cartas perguntado sobre o cavalo Corisco, que nunca existiu. A imaginação dos ouvintes era muito grande. 

As vezes, em cenas onde tínhamos uma festa na roça, alguns artistas se apresentavam tocando ao fundo, como Mario Zan, Nardelli e outros. 

Ao receberem um tiro, não bastava o radio-ator apenas gemer. Ele tinha que ilustrar a cena dizendo: 'Ah, o mardito do Juvêncio me acertô!' Esse era o segredo de passar ao radio-ouvinte o que estava acontecendo na cena.  Reinaldo Santos foi, sem dúvida, um grande mestre em escrever tudo isso. 

Quem entrasse num estúdio de gravação naquele tempo acharia tudo aquilo cômico, com tanta parafernália que os contra-regras inventavam para reproduzir os mais diversos sons para ilustrar a cena da novela radiofônica. Mas tudo era levado muito a sério, e tinha que dar tudo certo, pois as novelas eram transmitidas ao vivo. 

MV: O que acontecia quando o programa 'ao vivo' terminava?

AA: Terminada a novela o grupo ia ao Ponto Chic, um café que havia na Avenida São João, bem em frente ao Largo do Paissandú, conhecido como o Bar-dos-Artistas porque todas as 3as. feiras, reuniam-se ali muitos empresários de circo e de teatro do interior, que vinham ajustar os shows. Era comum se ver ali duplas como Leo Canhoto & Robertinho, que realizavam um show de bang-bang, Cascatinha & Inhana, Liu & Léo, mágicos, palhaços e outros artistas que faziam daquele estabelecimento um 'escritório' para acertar os futuros shows. O bar até possuía um reservado nos fundos para os mais famosos. Com o grupo do Juvêncio não era diferente. Era lá que se contratavam os espetáculos que seriam apresentados nos finais-de-semana em circos e teatros do interior paulista ou periferia de São Paulo. 

MV:  Porque acabou o Juvêncio?

AA:  Veio o Golpe Militar em Abril de 1964 e junto a censura severa à Imprensa e aos meios-de-comunicação. Os capítulos da novela passaram a serem escritos com muita antecipação e tinham que passar pelo crivo da Censura, que muitas vezes cortava cenas inteiras. A novela passou a ser gravada para posterior apresentação. Alguns anos mais tarde, em 1970, uma euforia tomava conta do país com a seleção-canarinho indo disputar a Copa do Mundo no México. Todo mundo cantava 'P'ra frente Brasil'. A censura continuava e o programa foi julgado impróprio para o horário, passando a ser transmitido às 6:00 da manhã. Mesmo assim, resistiu até o fechamento da emissora em 1974

A radio-novela 'Juvêncio, Justiceiro do Sertão' era levada também aos circos montados na grande periferia de São Paulo e cidades do interior paulista. Entre 1959 e 1964 poucas famílias possuíam aparelho de TV em casa. Por isso os circos faziam muito sucesso; as pessoas saíam à noite de sexta, sábado e domingo. A apresentação de Juvêncio lotava esses pequenos templos de espetáculos, sendo a trama, geralmente, bem simples: um grupo de bandoleiros contratado por um fazendeiro ganancioso, exterminava os pequenos agricultores para lhes tomar as terras e agregá-las à fazenda dele. 

A cena, montada no picadeiro, abria com uma moça chorando a morte do pai, assassinado pelos bandidos e o padre impotente diante da situação, pois todos estavam à mercê do latifundiário que dominava o pequeno povoado. Daí, o padre tem uma ideia brilhante de chamar Juvêncio, o Justiceiro do Sertão. 

Apagam-se as luzes rapidamente e a cena dá lugar a um bar, onde os bandidos comemoram com muita pinga a morte do pequeno agricultor. A cena é ilustrada pelo palhaço, que faz o dono do bar e garçon, que invés de servir, bebe todas, fazendo piruetas e arrancando gargalhadas do público. 

Chega Juvêncio. Após muita luta, socos e golpes de chicote desferidos pelo herói, os bandidos fogem. Juvêncio encontra-se com a filha do agricultor morto e promete fazer justiça.

Na cena final, Juvêncio se vê emboscado dentro de um bar, mas bate em todos eles, e acontece o esperado duelo com o bandido sacando a arma, mas Juvêncio sendo mais rápido, atira e mata o chefe dos bandidos. 

Aconteceu certa ocasião, em um desses finais de cena, a arma do Juvêncio falhou, ou seja, o tiro de festim não saiu. Eu, que fazia o papel do bandido, não tinha saída, tinha que morrer. Levei a mão ao peito e caí no chão, esperando que o público relevasse a falha do tiro e apenas imaginasse. Gargalhada geral! Uns gritavam: 'Deu dor de barriga nele!' Outros diziam: 'Levanta, levanta!

Vicente Lia, que fazia o Juvêncio, esperou os risos acalmarem e emendou o texto: 'Deus não quis que eu sujasse minhas mãos com teu sangue miserável. Por isso morreste de ataque cardíaco!


'Revista do Radio' in 1958.
in 1959 'Revista do Radio' (no. 519) reports radio-actor Vicente Lia becomes the businees manager at Radio Piratininga. 
as late as 1963, 'Revista do Radio' (no.705) still reported on 'Juvêncio, o justiceiro do sertão' at 'Sao Paulo não para' column. 


Edna Regina era a Rosinha, namorada do Juvêncio 

Edna Regina era a radio-atriz que fazia o papel de Rosinha, a namoradinha do Juvêncio, além de ser locutora da Radio Piratininga. Nascida em 25 Janeiro 1934, Edna frequentou a escola de radio e teatro da famosa atriz Maria Vidal, aprendendo também a fazer publicidade radiofônica gravando jingles comerciais. Participou de muitas novelas da Radio São Paulo (Colgate-Palmolive) e Radio 9 de Julho. Depois do desaparecimento do radio-teatro Edna transferiu-se para o setor de dublagens de filmes de TV. Seu ultimo trabalho foi na Radio Aparecida, onde fez novelas religiosas. (Informações dadas por Katya Bonisch Costa, filha de Edna Regina).

leia mais em: http://radiopiratininga.blogspot.com.br/2010/07/vicente-lia-o-juvencio-o-justiceiro-do.html



Juvêncio no Orkut

Durante os tempos de Orkut havia uma comunidade sobre Juvêncio, o Justiceiro do Sertão, que tinha muitos membros. Aqui há um diálogo entre os antigos fãs do Juvêncio, conversando sobre aqueles tempos.

Célia Dantas - 5 August 2007 - Eu era bem criança, ouvia a novelinha e ficava imaginando o cavalo pisando na vegetação. O Juvêncio eu imaginava um galã!!

Washington José - 7 August 2007 - 'Juvêncio contra o bandido da Sela da Morte' - tinha o Coroné Genolino, que quando morreu ficou assombrando o pessoal. O Zé do Cariri parece que enlouqueceu e ficou gritando: 'Coroné Genolino! Coroné Genolino!

O Zé do Cariri dizia: 'Eu sou o Zé do Cariri, e onde tem bandoleiro, Zé do Cariri tá lá p'ra cutucá o imbigo do cabra com minha pexêra!

Voltando ao Zé do Cariri, houve uma cena engraçada, em que ele diz ao cavalo Corisco: 'Óia aqui Corisco, eu sou o Zé do Cariri! De-repente o Corisco começou a relinchar e empinou e o Zé do Cariri ficou com medo. Esse dia nós rimos bastante, foi muito engraçado!

Washington José - 7 August 2007 - Juvêncio contra o Corrupião da Morte - Tinha o Chico Pedreira, que era casado com a filha da Nhá Tuca. Num dos capítulos o Chico Pedreira mata a Nhá Tuca. Chico e os comparsas queriam pendurar o Juvêncio numa árvore.

Lembro-me de uma história em que os bandoleiros amarraram o Juvêncio e o deixaram numa gruta. De-repente aparece uma cobra. Pena que eu não lembro como foi o desfecho. Ficamos aguardando no maior suspense. Apareceu a cobra e mudou a cena. Daí em diante eu me perdi. Alguém poderia me dizer qual foi o desfecho dessa história?

Adalberto Amaral - 19 August 2007 - Eu me lembro vagamente desse capítulo. Mais da gruta. Vou tentar me lembrar e depois te falo.

Washington José: 17 October 2007 - Numa das histórias havia um personagem de nome Pele de Onça. Ele era do bem, era bandoleiro ou jogava nos dois lados?

Washington José: 4 March 2008 - O Juvêncio descia porrada nos bandoleiros e falava: 'Toma, toma!'

Washington José: 31 May 3008 - Estava difícil de lembrar das histórias, mas consegui me lembrar de mais uma. Não sei se era 'Juvêncio contra o bando do Capitão da Mata'. Encontram um sujeito e o chamam de Matreiro. Este falava rouco, gritado e em castelhano. Lembro de, as vezes, ouvi-lo citar o Capitán de la mata...

Nelson Arjona (Carrão) - 31 May 2008 - Essa história eu acompanhei! Não me lembro como terminou, mas lembro vagamente do seriado.

Washington José - 10 June 2008 - Falou, Nelson. Me dá uma ajuda! O tal Capitão da Mata abandonou os próprios comparsas e passou a colaborar com o Juvêncio. Foi isso?

Carlus Maximus - 16 August 2008 - de todo mundo aqui, o Washington é o que tem memória mais afiada. Você se lembra de detalhes incríveis, falas, sons etc. Eu só queria saber o nome da música clássica que abria a novela. Não estou falando da balada cantada, mas da música cinematográfica que abria e fechava o Juvêncio... tcham tcham tcham...

Washington José - 17 August 2008 - Opa! Valeu, Carlus! Naquele tempo eu não conhecia música classica. Em 1967, eu tinha 10 ou 11 anos, vi uma propaganda de coleção sobre compositores clássicos, os mestres. Foi a 1a. informação a respeito desse assunto. Não consigo lembrar da música instrumental. Mas acredito que um sonoplasta tenha preferência por determinadas músicas. Existe uma com nome de cavalgada de Gioachino Rossini, que foi tema do filme 'Laranja mecânica', ou até mesmo a 5a. de Beethoven.

Adalberto Amaral - 17 July 2007 - Em 1957, Nino Silva e Vicente Lia gravaram a toada 'O crime de Pedrinho' e outra chamada 'Sino da capelinha' para a novela. No mesmo ano foi gravado o LP 'Natal Sertanejo'. Na faixa 20 do disco 'Baile moderno', de Vicente Lia e Teddy Vieira, interpretada por Laranjinha & Zequinha. No disco ainda tinha Luiz Gonzaga, Coronel Barduíno, Capital Furtado, Tonico & Tinoco.

Katya Bonisch Costa - 1 January 2010 - Elenco de Juvêncio:  Vicente Lia (Juvêncio), Edna Regina (Rosinha), Rosalia Montefusco, Rosa Maria, José Francisco, o advogado; Reinaldo Santos, o escritor. Não podendo faltar o Juquinha, que foram vários, além do Adalberto Amaral. O primeiro Juquinha foi o Wanderley Cardoso. Tema da novela: 'O vingador' de Reinaldo Santos.



Em maio de 1968, quando a 'novelinha' já não era mais a sensação de antes, Juvêncio ganhou uma revista em quadrinhos pela Editora Prelúdio, a mesma que editava a Revista Melodias, sendo desenhado por Sergio Lima, Rodolfo Zalla, Eugênio Colonnese e Edmundo Rodrigues, com roteiros de Gedeone Malagola, Helena Fonseca, R.F. Luchetti e Fred Jorge, além do próprio Reinaldo Santos, seu criador.



Café dos Artistas


O 'Café dos Artistas' ou simplesmente 'Café' era um ponto de encontro de artistas e empresários circenses que acontecia no dia de folga da categoria, segunda-feira. Era já uma tradição em vários lugares do Brasil. Em São Paulo começou no antigo Largo do Rosário (atual Praça Antonio Prado) e já nos anos 1900s mudou-se para o Largo do Paissandú, sendo que o 'Café' poderia ser esse aí da foto, esquina do Largo com a Avenida São João, ou no restaurante Ponto Chic, bar Juca Pato, 518 (esquina da rua Dom José de Barros) - enfim todo o quadrilátero abrangendo o Largo do Paissandú, Avenida São João até o cruzamento com a Avenida Ipiranga. Empresários, agentes culturais e donos de circos de todo Brasil procuravam artistas ali para trabalhar em seus espetáculos. 

No início dos anos 1980s, com a redução de circos pelo Brasil, o Café se esvaziou, havendo apenas um reduzido número que se encontra às 2as. feiras na Galeria da rua Dom José de Barros. 

Depoimento de Tito Neto em 'Minha vida no Circo' - Editora Autores Novos, S.Paulo, 1986.


restaurante Ponto Chic no Largo do Paissandú


leia mais em: 
http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/patrimonio_historico/memoria_do_circo/largo_do_paissandu/index.php?p=7141


3 comments:

  1. muito legal...meu amigo Adalberto

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  2. como ve eu fiz parte desta historia do radio ,da qual me orgulho bastante

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  3. Eu tenho um exemplar em perfeito estado da edição número 2: Juvêncio, em luta com o sanguinário corrupião da morte.

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